Quaquié?!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Estamos em crise

O Alemão disse que ia sumir por uns tempos, deve ter se envolvido com uns negócios errados. A Repolhinho escreve pouco e, quando o faz, não consegue postar, deve ter pegado vírus vendo uns sites errados.

E eu estou em crise. Este, de todos meus blogs, tem sido o mais longevo, porque, diferente dos outros, eu tinha um porquê, um objetivo: diferente das resenhas do UHQ, por exemplo, que são ótimas, mas enormes, eu queria fazer um comentário rápido, como aquele que se faria numa conversa com os amigos.

Mas com o tempo fui vendo que não era tão rápido assim, principalmente para mim, que tinha que fazer algo leve, mas, ao mesmo tempo, complexo o suficiente para justificar sua existência. Acabava sendo trabalhoso demais, e eu terminava, em muitos casos, por não dizer nada que já não tivesse sido anunciado aos quatro ventos por aí.

Eu não tinha nem a relevância, nem a leveza.

Como outros têm a relevância, eu buscarei a leveza.

Esperem por um novo formato nos próximos dias.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eu Sou Legião


Panini
2009 (2004,2006 e 2007)
Roteiro: Fabien Nury
Arte: John Cassaday e Laura Depuy
R$ 49,00
180 páginas

Uma trama intrincada em três partes, que se passa na Segunda Guerra Mundial, com todo mundo espionando todo mundo, e alguma coisa de outro mundo rolando por trás. Interessante que, logo no começo, muita informação já é dada sobre quem é quem, quase tudo é revelado, mas o final ainda surpreende. Muitas cenas de ação bem pensadas.

A arte é bem realista e detalhanda, dando um tom documental. Chega a abusar, colocando fotos na HQ.

Esse álbum marca a volta da Panini aos europeus, com uma nova abordagem, com uma história fechada e encadernada. Pelo tamanha e pelo luxo, não está caro.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quase #9


Outono de 2006
3 real
40 páginas

Depois de ler várias revistas da Quase, começa-se a perceber que ela sofre o mesmo mal da Mad: repetitividade. As piadas que foram geniais na primeira vez, não têm graça na quinta.

Essa edição tem muito mais texto escrito do que quadrinhos. O maior ponto positivo é que essa edição foi logo após o abandono da revista e roubo da verba pelo cartunista FAT (que era o mais sem graça, anyway) - o cara é zoado até a morte.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Quase #7


Outono de 2005
Roteiro e arte: mó galera
3 real
40 páginas

Imagine uma mistura de Mad e Hermes & Renato, só que bem pior. Isso é a Quase, brincando muito com o conceito de valorização da cultura capixaba e do politicamente correto.

Há grande inconsistência. Algumas piadas são sensacionais, outras são muito ruins.

E muito da revista faz referência ao Espírito Santo, numa certa época. Ou seja, muita gente acaba perdendo muito das piadas.

Legal mesmo são as propagandas idiotas que são anúncios VERDADEIROS, feitos pela galera da revista. Por exemplo: "Você ainda sofre com seu estilo de vida pecaminoso? Isso não é motivo para acabar com ele. A Farma Vix tem as melhores soluções para seus excessos."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

5º Jund Comics


Foi nos dias 20 e 21. No sábado, três pessoas assistiram à palestra sobre design de publicações de Will. Depois, abandonei o evento porque uma amiga minha tinha resolvido fazer aniversário, e eu tive que ir a um suntuoso churrasco. Mas não perdi nada, porque não tinha ninguém pra ver a segunda palestra, então ela foi transferida pro dia seguinte. No domingo, duas pessoas na oficina de fanzines com Marcos Venceslau. Estevão Ribeiro e Daniel Esteves não vieram porque ficaram doentes depois do Rio Comicon (como quase todo mundo), e a palestra sobre quadrinhos na educação, com Hugo Nanni, virou uma conversa informal.

Por que essa nota toda? Porque a troca, as conversas, as palestras foram sensacionais, enriquecedoras, todas. Só não dou cinco estrelas porque faltou público, parte muito importante de um evento. Aliás, tudo bem, foi organizado e divulgado de última hora, estávamos competindo parcialmente com a Virada Jovem, mas mesmo assim, cadê a galera que faz curso de desenho?

Mas, apesar de pouca gente nas palestras, bastante gente passou por lá, e as vendas foram boas. Ow, tinha Front por quize reais (je t'aime, encalhe)! As exposições d'A História da História em Quadrinhos e de alguns artistas também atraíram algum público.

Ano que vem vai ser power, garantí-lo-emos!