Quaquié?!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Belém Imaginária


Casa Velha
Roteiro e arte: Carlos Paul, Fernando Augusto, Otoniel Oliveira, Volney Nazareno
64 páginas

Segundo o UHQ, é de 2004 e custava R$ 15,00. Mas hoje não se acha pra comprar em lugar nenhum, tive a sorte de encontrar essa belezinha por R$ 5,00 na Gibi Jundiaí.

É a história de um menino que acorda um dia numa Belém mística e folclórica e encontra quem queira ajudá-lo a voltar pra casa, e também quem queira seu mal...

A HQ apenas resvala pelo educativo chato, para chegar a um roteiro rico da cultura amazônica, além de uma aventura muito bem amarrada.

Mas incrível mesmo é a arte a oito mãos! Os enquadramentos, os contrastes, as expressões, os detalhes de arte indígena... tudo absurdamente lindo! Aqui tem algumas imagens.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Hcast


http://www.hcast.com.br/
Gui Branco, Caetano Neto e Mano Araujo

Embora o Blog desse pessoal do Ceará também tenha o título desse post como nome, é do podcast homônimo que desejo falar. Criado por esses três fanáticos por quadrinhos, o Hcast é um podcast especializado em HQs, publicado quinzenalmente no próprio Blog deles.

Atualmente, o podcast possui 26 episódios, sendo um deles dividido em duas partes. O Blog acabou de completar um ano e, nesse tempo, muita coisa bacana foi publicada, falando tanto de quadrinhos internacionais quanto nacionais, além de episódios especiais de orientação para quem quer conhecer os passos existentes na criação e publicação de quadrinhos, entre outras coisas. A parte técnica deixava um pouco a desejar nos primeiros episódios, mas esse problema parece ter sido resolvido.

Embora o meu episódio preferido seja o que fala sobre situações inusitadas envolvendo quadrinhistas participantes do podcast, considero como o episódio mais especial aquele em que um e-mail que enviei é lido e sou zoado a beça junto do Bozo. Confiram aqui! Além do podcast, o pessoal também publica notícias, videocasts e algumas outras colunas como a idolatrada Gostosa da Semana.

Conheci o HCast através da indicação do Mario Cau, em seu Blog pessoal, que comentou sobre o podcast depois de ter sido entrevistado pela equipe na Bienal do Livro, em um episódio especial com os artistas participantes do álbum MSP +50.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quebra-Queixo - Quanto vale um herói?


Brainstore/Fábrica de Quadrinhos
1999
Roteiro e arte: Marcelo Campos
Cores: Alexandre Jubran
32 páginas
R$ 3,90

Num futuro caótico e corrupto, Quebra-Queixo é o fodão da Força Zero, uma polícia com total licença para matar. As máfias organizam uma gincana da morte e querem saber quanto vale a cabeça do Quebra-Queixo.

Se você quer profundidade, esqueça - QQ é entretenimento, cem por cento porrada. Mas isso não quer dizer roteiro mal feito - é simples, mas funcional e tem bons detalhes.

Essa edição mostra muito do ambiente do herói, coisa que histórias anteriores deixavam de lado.

A arte lembra muito quadrinhos americanos, mas é estilizada.

Ah, antes que eu me esqueça, vem de brinde um pôster do QQ pagando de machão.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lovecraft


Devir
Março de 2006
Roteiro: Hans Rodionoff e Keith Giffen
Arte: Enrique Breccia
R$38,50
144 Páginas

Em uma de minhas visitas à loja especializada Gibi Jundiaí (Mais conhecida pelos seus frequentadores como a antiga Loja do Gibi.), me deparei com esse título que eu já namorava há tempos, desde minhas primeiras visitas ao local. Como estava me preparando para uma partida de RPG com os amigos, no mesmo dia, e era possível que a mesma utilizasse o sitema Call of Cthulhu, baseado nos livros do escritor de terror H. P. Lovecraft, decidi comprar o título. Mas essa compra foi ofuscada pelo título que a acompanhou, Xampu, de Roger Cruz. No entanto, essa minha falta de atenção ao título foi deixada de lado assim que comecei a lê-lo.

Para quem não conhece, Howard Phillips Lovecraft foi um grande escritor do gênero de terror, criador de diversas histórias que inspiraram e ainda inspiram os diversos escritores do gênero. Entre suas criações, está o deus alienígena Cthulhu, conhecido por tirar a sanidade dos homens que simplesmente o veem, além de matá-los, é claro.

A história do escritor é contada aqui como se todos os seus livros fossem baseados em um mundo oculto, coexistente com nosso, onde os seres mais aterrorizantes, descritos em suas histórias, realmente existem. Esses pesadelos, reais ou não, acompanham Lovecraft durante toda sua vida, envolvendo também aqueles ao seu redor.

Embora não tenha todo o terror psicológico que espero de obras baseadas nos trabalhos de Lovecraft, a arte de Breccia concede ao título um ar perturbador, principalmente quando trata da visão peculiar do protagonista em relação ao mundo oculto, seja esse real ou não. Definitivamente, a história tem um clima bastante macabro e a dúvida sobre a veracidade das visões do protagonista são constantes.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jovem Nerd ALPHA


http://www.jovemnerd.com.br/
Roteiro e Arte: Leandro Caracciolo

Temos em Jovem Nerd ALPHA uma das melhores histórias publicadas no site Jovem Nerd, que trata justamente sobre aqueles que compõem o melhor podcast do Brasil, senão do mundo (Palavras do Azaghâl, mas eu assino embaixo.)!

A graça da história toda está restrita àqueles que escutam os podcasts, conhecem os participantes, jargões e as situações mais engraçadas narradas nos programas. E, como ouvinte assíduo, digo que todos esses elementos que fazem parte do Nerdcast foram muito bem utilizados nessa fantástica história.

Agora, em relação à história, posso dizer que tem um clima um tanto pós-apocalíptico, envolvendo traições, conspirações, grupos rebeldes, guerras, robôs gigantes, e uma vasta gama de personagens com personalidades bastante peculiares. A série concluiu a sua primeira temporada no capítulo 15, e garanto que não estou sozinho quando digo que espero ansioso pela continuação.

Para concluir, um detalhe. Após a quinta edição, a série começou a ter capas, produzidas por Bruno Sathler. As capas possuem uma arte muito mais caprichada que a série em si, mas os traços simples de Caracciolo estão muito longe de não agradar, já que dão um clima interessante para a história, além de bastante práticos.