Quaquié?!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Manual do Minotauro


Laerte

Alemão me dizia que seria incapaz de comentar Laerte. Sabe, Laerte é Laerte, simples. Bom, eu sou capaz. Acho.

Ele tem sido pioneiro e rei nas tirinhas mais viajadas no Brasil. Mas como? Não só ele vive de quadrinhos, como se dispõe a fazê-los mui alternativos!

Eu tenho uma teoria: O mercado brasileiro de HQs teve altos e baixos, mas as tirinhas, ligadas aos jornais, sempre se mantiveram. Por isso, Laerte e Angeli continuaram sempre, mas Luiz Gê, que não fazia tirinhas, sumiu.

Com tanto tempo no mercado, Laerte meio que pode fazer o que quiser.

Que mais dizer? Ele tem o traço simples e preciso de quem desenha há séculos.

Mas, antes que alguém me mate, explico por que não dou cinco estrelas. O experimentalismo traz algumas tiras geniais. Mas também traz tiras que não fazem sentido fazem vibrar nada dentro de mim (e, imagino, de muita gente). Como exemplo, essa acima. Claro, ele faz tirinhas diárias, não posso querer que todas sejam sensacionais, mas tenho dar nota ao conjunto da obra.

"Mas você deu cinco estrelas pro Rafael Sica!" Sim, dei... eu era jovem, impressionável...

E é isso, Laerte é Laerte. Se você não conhece, você tem pobrema vale a pena.

Um comentário:

Alemão disse...

Hehehe... "... eu era jovem, impressionável..."
Admito que me considero mais crítico atualmente, mas ainda sou muito bonzinho, talvez. ^^'
Mas Laerte merece cinco estrelinhas, na minha opinião.